Luz, câmera… plâncton!

13/09/2012 – Festivais de filmes de ciência, no exterior e no Brasil, ajudam a divulgar, de modo terno e com bom humor, temas aparentemente pouco imagéticos, como a importância para a vida humana de um organismo invisível a olho nu.

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Um garoto se acha invisível diante dos pais. Não é notado no quarto, na sala, na cozinha. Os adultos andam pela casa e não o veem. O garoto liga a televisão: está passando um documentário sobre o plâncton. "O organismo microscópico que ninguém vê no oceano, mas que tem importância significativa para a nossa sobrevivência”, diz a voz da TV. O garoto se reconhece na invisibilidade do plâncton. Falta agora ‘apenas’ desenvolver os ‘superpoderes’ do organismo que está na base da cadeia alimentar dos ecossistemas aquáticos e, segundo o programa de televisão a que assiste, “é responsável por 50% do oxigênio que respiramos”.

Como o menino se transformará em herói, restabelecerá a ordem na família e até salvará uma vida com ações baseadas na ‘sabedoria do plâncton’? Quem vir o filme Invisible (Invisível, em português) descobrirá. O curta-metragem foi um dos destaques do Imagine Science Film Festival, festival de filmes sobre ciência realizado nos Estados Unidos e que, especialmente neste ano, visitou também Dublin, na Irlanda.

Outro destaque em Dublin, o curta-metragem The periodic table table (A mesa da tabela periódica, em tradução livre), que já no título demonstra bom humor e brinca com o fato de a palavra table servir em inglês tanto para ‘tabela’ quanto para ‘mesa’.

O filme é bem simples. Mostra como funciona o mobiliário, uma mesa enorme com compartimentos em sua superfície que correspondem aos elementos da tabela periódica. Dentro de cada compartimento existe, de fato, uma amostra dos respectivos elementos químicos. O dono da mesa é um homem cativante e engraçado, que narra a história de como surgiu, em suas palavras, a "imprescindível" invenção.

Também ganhou aplausos no festival irlandês o curta-metragem de animação Slow Derek (Derek lento, em português), filme que mostra o planeta sob uma perspectiva ‘relativa’ (no sentido einsteiniano da palavra).

As dicas tanto do festival quanto dos três filmes vieram do blogue de ciência Wellcome Trust. No texto, o divulgador Barry J. Gibb enaltece a importância para a ciência de festivais desse tipo (aliás, a próxima edição do Imagine Science Film Festival acontece em novembro, em Nova Iorque – as inscrições ainda estão abertas). 

Em outubro, ocorre o VerCiência, um dos maiores festivais do gênero no Brasil. No mesmo mês, encerra-se o prazo de envio de material para o Festival do Minuto, que neste ano propõe como tema – veja só! – a boa e velha ciência. Vale lembrar: o Festival do Minuto disponibiliza em seu site todos os vídeos inscritos. Assista aos filmes enviados até agora.

Fonte: Ciência Hoje, por Thiago Camelo

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